16 Mai Valorização igualitária do tempo para a construção de comunidades mais colaborativas

Com o recurso a dinâmicas de grupo, Eliana Madeira convidou os/as participantes a refletirem sobre “o que podemos fazer pelos outros” e “o que achamos que os outros podem fazer por nós” com o objetivo de perceber quais os possíveis serviços que poderiam ser trocados dentro da comunidade. Os serviços mais referidos foram aulas e ateliers de trabalhos manuais, leitura, pintura, informática, línguas; acompanhamento para idas a consultas médicas e a eventos recreativos e culturais. Foram ainda referidos outros serviços como cuidar de animais, apoio na recolha de bens alimentares, companhia em passeios/caminhadas, entre outros.
De forma sucinta, Eliana referiu que o Banco de Tempo é um sistema de organização de trocas solidárias de tempo, que promove o encontro entre a oferta e a procura de serviços, disponibilizados pelos sus membros, tendo sido trazido pelo Graal (movimento internacional de mulheres cristãs) para Portugal há 14 anos. O Graal tem-se focado no apoio e organização de iniciativas que visam a criação de novos modelos de vida em sociedade. Como princípios base do Banco de Tempo destacou a troca tempo por tempo em que a unidade de valor e de troca é a hora. Todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros. Existe obrigatoriedade de intercâmbio: todos os membros têm de dar e receber tempo. A troca não é direta: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro. Os serviços disponibilizados correspondem a atividades que se realizam com gosto e, para as realizar, não podem exigir-se aos membros certificados ou habilitações profissionais. Salientou ainda que troca assenta na boa vontade e na lógica das relações de “boa vizinhança.






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